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Erva mate: origem, usos e costumes

  Este post foi escrito por: Regina Vilela
  Publicado em 7 de outubro de 2016 e está arquivada em Alimentação e Cultura.

Espécie nativa característica da Floresta com Araucária, com nome cientifico Ilex paraguariensis, a erva mate, possui uma área de distribuição natural que abrange toda a região Sul do Brasil e também estados como o Mato Grosso do Sul e algumas localidades de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro (EMBRAPA, 2010).

Na região Sul, em especial, a erva mate desempenha um importante papel social, econômico, ambiental e cultural (RODIGHERI, et.al, 1996). Levando em consideração o papel histórico a erva mate possui grande importância para o estado do Paraná, pois sua exploração foi a responsável pela emancipação política do estado (MACCARI JUNIOR e MAZUCHOWSKI, 2000). Ainda no estado do Paraná a erva-mate é o principal produto florestal não madeireiro (SEAB, 2014).

O uso da erva mate iniciou-se com os indígenas Guarani e Quíchua, que utilizavam essa erva em forma de uma bebida feita com a infusão das folhas, pois dessa forma conseguiam encarar jornadas árduas de trabalho (SANTOS, 2013). Atualmente, dentre os usos da erva mate destacam-se a produção de bebidas nas formas de chimarrão, tereré,  chá mate queimado, chá mate verde, chá mate solúvel e refrigerantes. A erva mate também vem sendo utilizada na preparação de sorvetes, mousses, licor, bolos, bombons e gomas (DUARTE, 2000). A erva mate para o chimarrão e para o tereré apresentam algumas diferenças. Ambas precisam ser cancheadas (fragmentação da erva mate seca), padronizadas e moídas, porém para o chimarrão é preparada para o consumo com água quente, enquanto para o tereré é preparada para o consumo com água fria (BRASIL, 1998).

Não foi sempre que a erva mate teve seu consumo liberado. No inicio do século 17, os padres fizeram a proibição do uso desta erva, por acreditarem que ela traria danos à saúde, levaria ao vício e era considerada uma “erva do diabo”, devido seus efeitos afrodisíacos. Mas ao proibirem o consumo, viram que os indígenas aumentarem a ingestão de bebidas alcoólicas e tiveram uma queda no desempenho durante o trabalho. Sendo assim, logo liberaram novamente o seu consumo (BOGUSZEWSKI,  2007).

Diante de todas essas informações, basta escolher a preparação e consumir a erva mate, a qual possui um efeito antioxidante significativo, esse efeito tem a capacidade de inibir a oxidação da lipoproteína de baixa densidade, conhecida como LDL – colesterol ruim, envolvida no pelo processo de diabetes e aterosclerose que é caracterizada pela formação de placas de gordura nas artérias (GUGLIUCCI, 1996).

Acadêmica do curso de Nutrição
Universidade Federal do Paraná
Priscila Zink

Prof.Adjunto III do Departamento de Nutrição
Universidade Federal do Paraná
Angélica Ap.Maurício

Referencias

BOGUSZEWSKI, J.H.. Uma história cultural da erva-mate: o alimento e suas representações. Curiitba, 2007. Disponível em: http://www.historiadaalimentacao.ufpr.br/pesquisas/Projetos/Dissertacao_JHB.pdf. Acesso em: 07 de outubro de 2016.

BRASIL. Ministério da Saúde – Portaria n° 234 de 25 de março de 1998. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/anvisalegis/portarias/234_98.htm. Acesso em: 07 de junho de 2016.

DUARTE, F.. Seleção, treinamento de julgadores e metodologia para análise sensorial de extrato de erva-mate. Curitiba, 2000.

EMBRAPA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Cultivo da Erva-mate. Disponível em:. https://www.spo.cnptia.embrapa.br/conteudo?p_p_id=conteudoportlet_WAR_sistemasdeproducaolf6_1ga1ceportlet&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_count=1&p_r_p_ 76293187_sistemaProducaoId=3601&p_r_p_-996514994_topicoId=2901. Acesso em: 03 de junho 2016

GUGLIUCCI, A.. Antioxidant effects of Ilex paraguariensis: induction of decreased oxidability of human LDL in vivo. Biochemical and biophysical research communications. V. 224, p. 338-344, 1996. Disponivel em: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0006291X9691030X. Acesso em: 07 de junho de 2016.

MACCARI, J. A.; MAZUCHOWSKI, J. Z.  Produtos alternativos e desenvolvimento da tecnologia industrial na cadeira produtiva da erva-mate. Série PADCT nº 1. Curitiba: Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Erva-mate do Paraná – Erva-mate. 2000. 160 p.

RODIGHERI, H.R., SCHLOSSNACHER NETO, L., CICHACZEWSKI, I.F. Custos, produtividade e renda da erva-mate cultivada na região de Guarapuava, PR. Colombo: EMRAPA-CNPF, 1996. 22p. (Circular Técnica, 24). Disponível em   https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/290768/1/circtec24.pdf. Acesso em: 07 de junho de 2016 SEAB – Secretária de Estado da Agricultura e Abastecimento. Produtos florestais – Erva Mate. Curitiba. 2014. Disponível em: http://www.agricultura.pr.gov.br/arquivos/File/deral/Prognosticos/erva_mate_2014_2015.pdf. Acesso em: 03 de junho de 2016

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